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AS PRIMEIRAS PÁGINAS
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Sou Carlos Paiva, autor do livro.

Apresento aqui as primeiras páginas do meu livro.

Leia, conheça e certifique-se se ele será útil para você.

Você vai parar de fumar.

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PREFÁCIO

“Uma história como tantas outras.
Um vício que domina tantos.
Minha luta e minha determinação.
Um final feliz.
Hoje, quem domina sou eu! Essa vitória é minha.
Entretanto, ela é acessível a todos
que quiserem!”


Meu nome é Carlos. Comecei a fumar aos 14 anos de idade. Dei minhas primeiras tragadas quando eu ainda era bem jovem, porque queria ser homem e, segundo a percepção que eu tinha à época, homem que era homem fumava! Fui usuário do cigarro até os meus 44 anos, e não foi o hábito de fumar que me tornou homem. Depois de um bom período sem fumar, voltei a fazê-lo aos 64 anos, ato esse que considerei de extrema imaturidade.

Portanto, fui fumante por uma boa parte da minha vida e também aproveitei uma boa parte da vida sem fumar. Vivenciei vários lados da situação: a de nunca ter fumado, a de fumante, a de ex-fumante, a de quem voltou a fumar, a de quem trabalhou para deixar novamente o vício e a de ex-fumante novamente.

Conheci as desvantagens de fumar. Conheci também as vantagens de não fumar de uma maneira que somente um ex-fumante pode sentir.

Mas, para mim, não existe ex-fumante. O tabagismo, o ato de fumar, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é uma doença. Assim, só pode existir um “fumante em recuperação”. Essa expressão não é muito usada entre os viciados no tabagismo que deixaram de fumar. No Alcoólicos Anônimos (AA), entretanto, é dito com frequência: “Somos alcoólicos em recuperação.”.

Sempre fui criativo. No que diz respeito a parar de fumar, não fui diferente. Inventei muitos métodos que funcionaram por curto tempo. O mais importante é que sempre que tinha uma intenção de parar de fumar, eu a colocava em ação, por vezes e vezes, sem desistir e sem esmorecer.

Alguém poderia me perguntar:

— O que você conseguiu com essas inúmeras tentativas, além de perder o seu tempo?
Eu responderia:

— Consegui muitas coisas. Nessas inúmeras vezes que fiquei sem fumar, mesmo que por pouco tempo, deixei de consumir uma quantidade grande de cigarros. Isso por si só foi, sem dúvida, uma grande recompensa pelo meu esforço. Também consegui experiência. Nessa busca incessante, um dia eu cheguei ao objetivo final. Acabei conseguindo. Fiquei sem o fumo por vinte e dois anos.
Após esse tempo, como já disse, tive uma recaída e voltei a fumar. Nunca aceitei essa nova situação. Empenhei-me ao máximo em deixar novamente e, após 4 anos com foco em meu objetivo, finalmente consegui.

Não quero mais retornar ao ato de fumar. Não pretendo ter nova recaída. Entretanto, tenho consciência de que é preciso estar atento e com muita motivação para que isso não aconteça. Para conseguir parar de fumar em definitivo, eu pesquisei muito, li muita coisa e fiz muitos experimentos. Acumulei então um vasto material. Todo um trabalho e uma dedicação para parar de fumar produziu uma riqueza que precisava ser compartilhada. Surgiu então a ideia de escrever um livro. Seria um bom reforço para a minha decisão de não mais voltar a fumar. Ajudando os outros, estarei ajudando a mim mesmo. Ajudando os outros a deixar de fumar, estarei me ajudando a não mais voltar a fumar.

Este livro contém, além do material obtido por pesquisa, o relato da experiência do autor como fumante e de como decidiu e conseguiu parar de fumar.

Que este livro possa ajudá-lo e a muitos fumantes que estão na busca de uma vida mais longa, com mais saúde e com mais prazer.

do Autor,
Carlos Paiva

INTRODUÇÃO

“Mais cedo ou mais tarde,
o tabagismo causará graves problemas
de ordem física, mental, psicológica, moral, espiritual e social.
É tudo isso, com certeza,
que você quer evitar.”


Quando eu escrevi este livro não tive a intenção de construir um tratado extenso e detalhado sobre o assunto. Preferi produzir algo mais prático e sugestivo, que estimule o próprio fumante a estabelecer e colocar em prática um método particular que funcione e atenda à sua vontade e ao seu objetivo: DEIXAR DE FUMAR!

Gostaria de afirmar que, “SE VOCÊ LER ESTE LIVRO, VOCÊ VAI PARAR DE FUMAR”, mas devo ter cautela. Parar de fumar envolve muitas coisas. É necessário que você leia o conteúdo deste livro com muita atenção. Aceite o que está dito nele e coloque em prática suas recomendações. Se você assim o fizer, suas chances serão bem grandes.

Se você está com este livro na mão, acredito que ele seja o que você estava esperando. Com linguagem acessível, o livro certamente se comunicará com você e, assim, ao lê-lo, o ganho que você vai obter será de muita utilidade.

Muitos já leram e muitos outros irão ler. Posso afirmar, no entanto, que você não vai perder seu tempo em sua leitura. Mesmo que não pare de fumar, de imediato, assim que terminá-lo de ler, você estará muitíssimo mais preparado para colocar em prática sua intenção de parar de fumar. Será apenas uma questão de tempo, e certamente o tempo de parar acontecerá em muito breve.

“EXISTEM PESSOAS QUE SIMPLESMENTE PARAM.
EXISTEM OUTRAS QUE APENAS TENTAM.
EXISTEM AQUELAS QUE FAZEM ACONTECER”.


É para estas últimas que escrevi este livro.

John Heywood criou esta expressão “Você pode levar um cavalo até a água, mas não pode obrigá-lo a beber”. No caso dos fumantes, podemos colocar diante deles tudo o que poderia ajudá-los: livros, resultados de pesquisas médicas, estatísticas, depoimentos, testemunhos, palavras de incentivo... Enfim, o resultado do trabalho dedicado de muitas pessoas para que o sofrimento, inteiramente desnecessário e sem sentido dos fumantes, possa ser eliminado. A grande dificuldade, no entanto, está nos fumantes. São apenas eles que podem decidir aceitar ajuda e mudar a própria vida.

Sem conhecer nada sobre o assunto, sem consultar pessoas gabaritadas para responder às suas dúvidas, os fumantes se dispõem a gastar valores relativamente altos em medicações e adesivos de nicotina. Com frequência, o gasto em dinheiro não tem retorno.
Esta pequena história ilustra o que foi dito:

“CONSELHOS DE GRAÇA”

Um homem foi até Nasrudin e perguntou:
— Você me daria uns conselhos de graça?
Nasrudin respondeu:
— Claro! Mas se você estiver disposto a pagar, com certeza darei a você alguns que realmente valerão a pena.


Na sua maioria, os fumantes que querem parar de fumar esperam encontrar receitas prontas, curtas e gratuitas, verdadeiras fórmulas mágicas que lhes poupem o tempo de extensas leituras, bem como o custo de utilizar algo apropriado e eficaz, é claro.

Lançam-se, assim, a tentativas ilógicas e sem nenhuma base, na esperança de que essas funcionem.

Então, aqui vai outra história:

“POR QUE NÃO TENTAR?”

Um belo dia, alguns amigos viram Nasrudin, de joelhos, à beira de uma lagoa, adicionando um pouco de iogurte velho à água. Um dos homens perguntou:
— O que está tentando fazer, Nasrudin?
— Estou tentando fazer iogurte — respondeu.
— Mas você não pode fazer iogurte desse jeito! — disse um dos amigos.
—Sim, eu sei. Mas imagine se isso der certo!


Os fumantes normalmente perguntam:

— O que eu faço para parar de fumar? — esperando que a resposta seja algo que não vá além de um parágrafo.

Seria bom demais, mas a realidade não funciona assim. As pessoas querem as coisas de maneira imediata, tudo rápido. Ler um livro é algo que demora um tempo. Uns leem rapidamente, mas a maioria lê devagar. Para outros, no entanto, ler é algo quase impossível. Mas existe um bom número de pessoas que lê livros e obtém deles muitas coisas positivas.

É quase certo que, se você ler este livro até o final, terá disposição necessária para deixar de fumar. Acreditar nisso é quase chegar lá. Só o interesse demonstrado por conhecer este livro já indica que você pretende mudar a direção de sua vida.

Você descobrirá que parar de fumar pode ser bem mais fácil do que fizeram você acreditar.
Existem muitos métodos conhecidos para parar de fumar. Alguns funcionam para um tipo de pessoa e não surtem efeitos para outras.

O objetivo deste livro é lhe dar subsídios para que você estabeleça o seu próprio método para parar de fumar.

Esqueça as dúvidas sobre como parar de fumar. Não pense que vai sofrer muito até conseguir, que a vida não vai ter graça sem o cigarro e que terá de travar uma luta contínua contra o cigarro. Acredite que tudo pode ser diferente e de uma maneira bem simples.

Leia este livro do começo ao fim com isenção, apenas leia. Não se preocupe com detalhes. Existem elementos, informações e recomendações que servem para você. Entretanto algumas delas só farão sentido e serão úteis para outros fumantes. Não entre em conflito com os textos e ideias. Se você está de acordo, muito bem! Se não está de acordo, passe adiante. Depois da primeira leitura, releia. Dessa vez mais devagar, e procurando os elementos que irão ajudá-lo a deixar de fumar. Não espere resolver seu problema em uma leitura apenas. Procure fazer um estudo sério, paciente e metódico. Colha aquilo que será útil a você.

A situação mundial do hábito de fumar assemelha-se a uma epidemia. Milhões de pessoas morrem todo ano devido às consequências dos males causados pelo fumo. Muito dinheiro é gasto em saúde pública com um problema que poderia não existir.

É muito difícil parar de fumar. Muito mais em um mundo moderno no qual a velocidade passou a fazer parte de todas as nossas ações. É difícil ter paciência e adotar métodos que envolvam muito tempo para parar de fumar. Tudo precisa acontecer em um período curto.

Mas podemos observar, hoje em dia, uma grande mudança comportamental ocorrendo. É possível perceber que o combate ao tabagismo tem tomado uma proporção muito maior. O que os fumantes podiam fazer em um determinado dia, passa a ser proibido no dia seguinte, ou tem sérias restrições. As leis antifumo, as proibições de adições de certas substâncias aos cigarros e demais restrições à propaganda desse produto entram em ação a todo o momento em diversas cidades do mundo.

Associada a isso, a divulgação de pesquisas e estudos importantes sobre o tema ajudam a esclarecer os malefícios desse vício. Em geral, muitas dessas informações podem ser encontradas na internet com extrema facilidade.

Em 1969, aconteceram nos Estados Unidos as primeiras restrições à propaganda de cigarro na mídia eletrônica. O primeiro país do mundo a bani-la completamente foi a Noruega, em 1975. Em seguida vieram outros vinte e seis países, como a Finlândia, a Nova Zelândia e a França. Em 2000, o Brasil foi o pioneiro no Terceiro Mundo a adotar essa atitude radical, mas já em 1996 tínhamos restringido os comerciais sobre cigarros, no rádio e na televisão, ao horário noturno e estabelecido a obrigatoriedade da advertência sobre os perigos do fumo nos maços e nas peças publicitárias.
Ao mesmo tempo em que essas leis começavam a vigorar, o cigarro foi deixando de ser um item apresentado em filmes e novelas, o que antes era um fator de estímulo ao vício, principalmente quando era utilizado por ídolos ou por heróis.

O tabagismo é, cada vez mais, considerado extremamente prejudicial à saúde, exigindo da sociedade esforços para reduzir o seu consumo e a dependência que ele causa. As campanhas de conscientização desse mal continuam e precisam ser adotadas em todos os segmentos da sociedade.

São muitos os males do fumo, e o cigarro continua sendo o vilão causador de muitas mortes no planeta.

Além do câncer, o tabagismo ocasiona problemas cardiovasculares e respiratórios, aumento da incidência do derrame cerebral problemas circulatórios, AVCs, impotência sexual e morte súbita. Se formos relacionar aqui todas as doenças possíveis de serem causadas pelo cigarro ou as doenças às quais ele contribui para seu agravamento, este livro ficaria muito extenso.

Em 2011, por exemplo, morreram 6 milhões de pessoas em todo o mundo, vítimas desses males, sendo que 80% dessas mortes aconteceram em países com grande população de baixa renda. Esses números incluem vítimas fumantes (fumantes ativos) e não fumantes (fumantes passivos).

Se você está querendo parar com o vício de fumar, imagine respirar com facilidade e sentir o real sabor dos alimentos. Imagine sentir o perfume das pessoas queridas do seu convívio. Imagine não se preocupar se você tem cigarros ou não. Que tal caminhar, correr, praticar esportes sem se cansar? Beber uma cerveja sem sentir vontade de fumar? Poder entrar em qualquer lugar sem se sentir discriminado por ser fumante. Poder falar com as pessoas sem se preocupar com o mau hálito. Poder ter dentes mais limpos e a pele mais saudável. Procure imaginar tudo isso!
Essa é a vida de uma quantidade imensa de pessoas que não fumam! Poderá ser a sua vida também, quando você deixar de ser escravo do cigarro e se tornar uma pessoa livre.

Como parar de fumar? Essa é uma pergunta para a qual todos querem a resposta. Não existe uma fórmula mágica para resolver o problema de quem quer deixar de fumar. Tenha certeza de que nada fará você largar esse vício que não se inicie com a sua vontade, decisão e seu próprio esforço.

Entretanto, sugiro que você organize as ações para parar de fumar dando a elas uma ordem, tal como se fossem passos de uma caminhada.

— O primeiro e fundamental passo é ter a intenção de parar. Quem pergunta como, já tem essa intenção.
— O segundo passo é obter a consciência do significado dessa empreitada, isto é, procurar saber o que envolve uma coisa tão simples como a de parar de fazer algo. Fazer deveria ser o difícil. Não fazer deveria ser fácil, pois “Não é preciso uma gota de suor para deixar de fazer alguma coisa.”.
— O terceiro passo é estabelecer um método particular. Um método que funcionará para você.
— O quarto passo é planejar a ação.
— O quinto passo é colocar a sua intenção inicial em prática, ou seja, parar de fumar.
— O sexto e último passo é manter-se sem fumar, que deve ser o real objetivo.

Uma história para ilustrar o fato de que a sua ação sempre será necessária:

“A ORAÇÃO”

Um homem rezava todo dia pedindo a Deus para ganhar na loteria. Ele insistia muito com esse pedido e revelava a Deus o porquê de querer ganhar muito dinheiro. Ele tinha planos para gastar a fortuna que viesse a ganhar, e ficava argumentando o quanto isso seria bom para a sua vida.
Depois de muito tempo orando e pedindo diariamente, eis que o céu se abre e das nuvens aparece o próprio Deus, que diz ao homem:
— Todos os dias você pede que eu o ajude a ganhar na loteria. Todos os dias você me convence da importância disso. Quero ajudá-lo, mas preciso que você, pelo menos, compre o bilhete.


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que os fumantes que tentam simplesmente parar de fumar sem ajuda adequada e sem reforços têm uma menor chance de sucesso (média de 5%). Portanto, o importante é buscar orientação especializada, seja ela médica, psicológica ou de pessoas experientes na área de saúde.
Cada pessoa tem o seu tempo, a sua vontade, os próprios problemas, as próprias experiências. Um método que não contenha os aspectos individuais de cada pessoa será superficial.

"O CAVALO ÁRABE É VELOZ. O CAMELO ANDA DEVAGAR, MAS AVANÇA DIA E NOITE."
Saadi de Shiraz

É importante, então, para o fumante que deseje parar de fumar, ter uma visão bem clara de si mesmo. Para cada tipo de pessoa, um método diferente. Fazendo uma analogia à citação acima, a questão seria:

— Sou um cavalo árabe ou um camelo? Devo ir rápido ou devagar?

Frequentemente lemos que é preciso muita "força de vontade" para enfrentar o cigarro. O mais difícil para o fumante, no entanto, é ter coragem de enfrentar a si mesmo. Só a partir disso é possível construir um "método próprio para deixar de fumar". Um método que funcionará.
É possível a cada fumante, imaginar um processo e um embrião de método, e, a partir da imaginação, colocá-lo em prática, iniciando assim o sonho de parar de fumar através da utilização de seu próprio método.

Lembro aqui que não é producente o ato de apenas tentar. Um método é algo que deverá funcionar desde o início até a conclusão. No caso de recaídas, o método adotado deverá ser corrigido e colocado novamente em ação.

A conscientização é necessária. Para ser consciente, o fumante precisa colher informações a respeito de si mesmo, do vício e dos recursos disponíveis para ajudá-lo. Não perca tempo. Lance-se à leitura, à pesquisa, a conversar com amigos e coisas assim. Aprenda como mudar sua vida, como torná-la melhor, como colocar seu projeto em prática e se sentir realmente feliz.

Para que o sucesso aconteça é preciso que a busca das informações seja feita no local certo.

"OS ERROS, COMO PALHA, FICAM NA SUPERFÍCIE. AQUELES QUE PROCURAM PÉROLAS DEVEM MERGULHAR FUNDO."
Rubem Fonseca

Existem muitos métodos padrões por aí. Pesquise cada um deles para montar o seu. Mas, cuidado! Seja simples. Não complique sem necessidade. Lembre-se de que você pode modificar seu método quando for necessário ou conveniente.

O planejamento é a maneira de definir tudo o que deve ser considerado no método para parar de fumar, tais como metas, planos, datas, detalhes, reforços, medicações, recursos financeiros, ordenação de atividades e outros itens relacionados. Com tudo planejado, você poderá então montar seu método. Ele será constituído daquilo que for necessário para você colocar em prática a ação de parar de fumar. É como em uma obra: para executá-la, segue-se a planta. Todos os estudos, cálculos, relatórios feitos durante o planejamento não serão mais necessários na hora da execução.

Tudo pronto? Adquiriu consciência? Tudo está planejado? Seu próprio método está pronto? O que falta? É só colocar em ação? Então marque o momento e faça-o! Será o primeiro passo em direção ao seu objetivo. Somente sua ação poderá fazer com que você atinja esse objetivo, nada mais.

Parar de fumar parece ser o objetivo final, mas não se deve esquecer que o real objetivo é o “nunca mais fumar”. Fique atento, pois com certeza a tentação sempre o estará espreitando adiante. Ela é paciente. Pode esperar meses e até anos, mas estará lá, em algum ponto do percurso. Quando isso acontecer, não esteja distraído e saiba o que fazer. É importante que a fase de manutenção do novo estado de não fumante dure para sempre.

As recaídas fazem parte do caminho. Pode até não acontecer com você. Ocorre à maioria daqueles que estão querendo parar de fumar. Porém, encare-as como natural. Saiba lidar com elas e aprimore seu método para seguir adiante. Faça as correções necessárias em seu método e continue o processo. Não perca tempo com lamúrias ou negativismos.

ÁREA DE NÃO FUMANTES

“Sem julgamentos e sem críticas.
Essa deve ser a postura daqueles
que querem realmente ajudar.”


Já fui fumante. Já fui ex-fumante. Já tive recaídas e hoje não fumo mais. Tenho certeza que foi a última vez que parei. Hoje estou na área dos não fumantes. É um espaço cada vez maior. Parece que a quantidade de pessoas que deixam de fumar é maior do que o grupo que se inicia no vício.

Quero ajudar as pessoas que fumam a parar com o vício, mas sem radicalismos. Não sou o dono da verdade e nem acho que alguém seja. Apenas gostaria de ajudar, a partir da minha experiência. Quero, com este livro, ser útil aos fumantes e também àqueles que querem ajudar os fumantes que necessitam ou desejam parar de fumar.

Se você está na área dos não fumantes, estenda sua mão e ajude aqueles que querem deixar o vício de fumar. Conheça o problema. Não julgue sem saber. Só quem passa ou passou pela luta para deixar de fumar sabe o quanto pode ser difícil.

Os textos daqui em diante vão ajudá-lo a melhorar o seu entendimento. Abandone os preconceitos. Ninguém fuma para agredi-lo. Todos os fumantes que querem largar o vício de fumar esperam sua ajuda. Você pode colaborar para um mundo melhor e cada vez com menos fumaça agressiva e causadora de grandes males.

É importante para os não fumantes, que têm contato mais íntimo com fumantes, entenderem como funciona a cabeça dos fumantes.

É do conhecimento, quase geral, que o cigarro causa uma série de doenças. Mesmo assim, segundo estimativa do Ministério da Saúde, 16% dos brasileiros adultos fumam. Poderia se dizer que aproximadamente 20 milhões de brasileiros fumam e cerca de 120 milhões não fumam. É uma quantidade enorme de pessoas que têm dificuldade para entender como aquele amigo ou parente consegue fumar mesmo sabendo que cigarro faz mal.

Existem muitos motivos para uma pessoa fumar. O mais comum é a juventude. Quase todos os fumantes tragaram o primeiro cigarro antes dos 18 anos de idade. Nessa idade a pessoa procura por novas experiências. Elas também têm necessidade de aceitação social, e o ato de fumar ajuda a criar uma identidade própria. Nessa idade fica difícil dizer não a uma oferta de cigarro. Embora seja proibido vender ou até mesmo dar cigarros a um menor de idade, na prática isso é diferente. É também sabido que a proibição termina por tornar o proibido mais atraente.

Além disso, a maioria dos fumantes quando começaram a fumar não sabiam ou sabiam pouco sobre os males do vício.

Existem algumas características pessoais que facilitam o acesso ao vício de fumar. Os homens ainda fumam mais do que as mulheres, mas essa diferença está diminuindo. Hoje existe cada vez menos restrição social ao tabagismo entre as mulheres. Além disso, os homens parecem ter mais facilidade de largar o cigarro do que as mulheres.

O grau de escolaridade é também um fator importante. A proporção de fumantes entre as pessoas com pouco estudo é de uma vez e meia a duas vezes maior do que entre as pessoas com mais estudo.

O local em que a pessoa vive também é importante. Existem cidades onde se fuma mais do que em outras.

Para muitos fumantes, o cigarro dá prazer. A nicotina quando chega ao cérebro ativa uma parte relacionada ao prazer, da mesma forma que outras drogas, tais como o álcool e a cocaína.
As indústrias de cigarro também adicionam outras drogas além da nicotina para aumentar o prazer e a dependência. Todas as indústrias de cigarro fazem isso atualmente, conforme mostram dados de análises de laboratórios realizadas.

A nicotina causa dependência física. Ficar sem fumar gera sintomas que variam de uma pessoa para outra, sendo piores para quem fuma mais cigarros por dia. Acontece que meia hora depois de a pessoa ter fumado um cigarro, o organismo começa a eliminar a nicotina, o que demora algumas horas. Após esse tempo, a pessoa sente vontade de fumar, e ela sabe que, se fumar, os sintomas vão embora. Nesse caso, a pessoa fuma porque considera que isso é bom para ela naquele momento. Um dependente não fuma menos de 5 cigarros por dia.

Além da dependência física, o cigarro também causa dependência psicológica. Com o tempo, o cigarro passa a ser algo familiar à pessoa. Ela começa a sentir que ele é um apoio nas horas de estresse, solidão ou tristeza. Muitos contam que ficam desesperados sem ter cigarro por perto.
Existe também outra forma de dependência que é a associação entre o cigarro e determinadas situações. Alguns fumantes sentem vontade de fumar quando bebem café e outros tomam café quando estão com vontade de fumar. Tais comportamentos são considerados como hábitos associados, e não propriamente uma dependência.

Em outras situações é comum as pessoas sentirem vontade de fumar, tais como depois das refeições, após as relações sexuais ou durante o uso de bebidas alcoólicas. O cheiro da fumaça do cigarro de outro fumante é também um fator de motivação.

É importante considerar que durante séculos as pessoas achavam que o tabagismo era um estilo de vida e não causava tanto mal.

Algumas pessoas usam o cigarro para emagrecer. De fato, a nicotina faz emagrecer, mas apresenta seus inúmeros males. São eles, os males, que fazem uma pessoa emagrecer, e não qualquer propriedade benéfica que existe no cigarro. Algumas pessoas preferem ficar magras mesmo que fiquem doentes. Elas dão mais valor à estética do corpo, que é visível, que a permanecerem sãs. A doença quase sempre é invisível. Cada pessoa tem suas prioridades, mesmo que os não fumantes possam não entender isso.

Existe também outro motivo que faz com que o fumante não queira parar. Ele pode acreditar que parar vai fazer mal a ele. Em determinados casos isso até pode fazer sentido. Uma pessoa que tem mais de 70 anos de idade e fuma desde a adolescência não sabe o que é viver sem o cigarro. De fato, nos primeiros anos após parar de fumar, a mortalidade é maior para os ex-fumantes do que para o grupo geral dos fumantes. Isso acontece porque as pessoas resolveram parar de fumar depois que descobriram um enfisema ou os médicos disseram a elas que poderiam ter um enfarto. O fato é que essas pessoas iriam morrer até mais rápido se não parassem de fumar, mas, como elas pararam, foram incluídas nas estatísticas dos não fumantes.

Outra coisa que o não fumante precisa considerar é a dificuldade que tem o fumante de parar de fumar. Muitas vezes, simplesmente ele não acredita ser capaz de parar de fumar, ou ele não se convence de que quer mesmo parar de fumar. Um motivo frequente é o medo das recaídas. Alguns fumantes acreditam que se pararem de fumar e tiverem recaídas voltando ao vício, não conseguindo vencer os sintomas da síndrome de dependência, é sinal de fraqueza e, se ele é fraco, nunca vai conseguir parar de fumar.

Parar de fumar faz bem para todo mundo, independentemente do tempo que se fuma, ou de qual tipo de motivo leva a pessoa a querer parar de fumar.

O que podemos fazer quando o fumante, embora tendo desconforto, ainda argumenta contra a lógica na hora de pensar em largar o vício? Podemos, ocasionalmente, chamar a atenção para algumas vantagens que as pessoas que não fumam têm. Podemos oferecer ajuda e apoio. Uma coisa é certa: as condenações e as críticas são completamente ineficazes e contraproducentes.
Quando o fumante está sentindo uma grande necessidade de deixar de fumar, toda a ajuda deve ser feita com cuidado. O melhor é exaltar as vantagens da vida sem fumar e discutir os métodos existentes para enfrentar a síndrome de abstinência de nicotina, utilizando cautela. Nessa fase não é conveniente submeter ninguém a discursos antitabagistas nem prescrições de medicamentos ou de adesivos de nicotina.

Ajudar os outros a deixar de fumar deve ser um ato acompanhado de sabedoria. Não seja inconveniente. Quem está deixando de fumar normalmente está sob tensão. Seja gentil e não incomode.

O ato de infernizar a vida do fumante é o pior método para fazê-lo deixar de fumar. Se a pessoa quer e não larga, é porque não consegue, independentemente dos pensamentos de alguns. Mas lembre-se de que a dependência química provocada pela nicotina é mais forte do que a dependência de todas as outras drogas.

Tentar convencer o fumante de que o cigarro que ele fuma causa sofrimento aos familiares e amigos é a pior coisa a fazer. Normalmente o tiro sai pela culatra. É importante conhecer mais sobre as fases que todo fumante atravessa ao deixar de fumar, para poder realmente ajudar.
Espera-se, das pessoas que se propõem a ajudar os fumantes a deixarem o vício de fumar, sabedoria e talvez experiência, ao oferecer apoio a essa decisão, sem que ajam de forma reprovativa no caso de desistência.

O fumante tem dificuldades de parar de fumar, pois depois do último cigarro ocorre a ausência de nicotina no sangue e surgem os efeitos da crise de abstinência. Por isso ele volta a fumar, para aliviar esses sintomas desagradáveis. É a dependência química.

Os fumantes passivos, apesar de não praticarem o tabagismo, frequentam ambientes poluídos com as substâncias da fumaça do cigarro. Muitos o fazem para sentirem-se integrados a um determinado meio social. Assim, passam a fumar indiretamente e terminam sentindo falta desses lugares, não pelos amigos, mas sim pelo prazer de fumar indiretamente. Poucos percebem e têm consciência disso.

Outros, ao deixarem de fumar, passam a ser “ex-fumantes declarados e ativos” quando na presença de fumantes. Se você deixou de fumar, seja apenas uma pessoa que não fuma. Fazer propaganda contra o cigarro para quem fuma, valendo-se de um status quo de ex-fumante, é normalmente antipático e antissocial.

Em geral, a atitude radical leva a uma reação contrária da pessoa que fuma. O ego se cristaliza nessas condições e a atitude da pessoa radical faz com que o fumante não dê “o braço a torcer”.
Então, se você está com esse livro na mão, pense naqueles fumantes que você ama. Que tal dar um exemplar desse livro de presente? Ele poderá ser muito útil para uma pessoa que queira parar de fumar e a sua ação poderá fazer toda a diferença.

Alguns conselhos para quem não fuma:

— Leia esse livro para compreender como vive, pensa e age o fumante.
— Fale do livro para as pessoas que você conhece e que são fumantes. Seja breve na abordagem.
— Procure não dar suas opiniões sobre o vício de fumar. Diga apenas que gostou do livro e o achou interessante.
— Explique que não se trata de um livro que enfatiza as doenças e sim um que procura realmente mostrar que parar de fumar é possível para qualquer um.
— Dê apoio quando a pessoa estiver na crise de abstinência. Encoraje-a.
— Não deixe de lembrar aos fumantes os motivos pelos quais pararam. Os motivos dados por eles são normalmente enfraquecidos com o tempo, e o risco de recaída é grande.
— Evite entrar em qualquer tipo de conflito com quem esteja sem fumar e sob o efeito de crise de abstinência. O que ele precisa é de sua calma e de seu controle para incentivá-lo.
— O que você pode dizer na crise de abstinência é que vai passar. “Tudo passa e isso também vai passar.”.

Ficar falando de certas coisas repetidamente a alguém, incomoda. Nem é necessário que essa coisa seja ruim ou não, mas a repetição de comentários, tais como os apresentados a seguir, gera uma inquietação e um desconforto.

— Já te falei que fumar faz mal.
— Escute-me, por favor.
— Se você tivesse me ouvido no início, não estaria fumando.
— Todo dia repito isso para você e não adianta!

Para ilustrar o comentário acima, uma história:

“DEIXE-ME EM PAZ”

Nasrudin estava caminhando às margens de uma lagoa, quando escorregou. Estando prestes a cair dentro da lagoa, um amigo que estava passando o segurou pelo braço e o salvou de um bom banho não desejado.
Com muita frequência Nasrudin e o amigo se encontravam. Em todas as vezes que isso acontecia o homem lembrava a Nasrudin como não o deixara molhar-se.
Finalmente, incapaz de suportar aquilo por mais tempo, Nasrudin levou o amigo à lagoa, saltou para dentro dela, onde ficou com água até o pescoço, e gritou:
—Agora estou tão molhado quanto estaria se não o tivesse encontrado naquele dia! Quer deixar-me em paz de uma vez por todas?


Considere também que conselhos são indesejáveis se a pessoa não quiser ouvir. Fumar pode ser uma maneira que uma pessoa encontra para pedir atenção para si, de sua solidão ou de suas fraquezas. Mas, ao mesmo tempo, ela não quer que falem sobre isso. É um conflito. Deve-se ter cuidado ao questioná-la.

Então, leia esta história:

“PEDINDO DINHEIRO”

Certo dia, Nasrudin estava precisando de dinheiro. Olhou em volta e viu um homem rico. Foi até o homem e disse:
— Poderia me arrumar algum dinheiro? Certamente, se você é tão rico como parece, não lhe fará falta.
— Para que quer o dinheiro? — perguntou o rico.
— Para comprar um elefante — respondeu Nasrudin.
— Se você não tem dinheiro, nunca poderá sustentar um elefante — argumentou o homem.
Nasrudin olhou nos olhos do homem e disse:
—Eu pedi dinheiro, não pedi conselhos!

ÁREA DE FUMANTES

“Existem várias formas de parar de fumar,
mas o importante mesmo é você decidir
que quer se tornar um não fumante.”


Para mim, a própria denominação tem um forte caráter discriminatório, embora não seja esse o objetivo. A divisão dos espaços em áreas de fumantes e de não fumantes visa apenas a garantir o direito de cada pessoa, seja ela fumante ou não.

Quem não fuma tem o direito de não querer que os outros fumem ao seu lado, ou no ambiente em que está, contribuindo para que sejam fumantes passivos, sujeitos a contrair uma série de doenças.

Quem fuma tem o direito de fazê-lo sem prejudicar as outras pessoas, a não ser prejudicando a si próprio e aos outros fumantes. Assim, foram e são criadas, constantemente, as áreas de fumantes.

Antigamente, quando começaram a ser aprovadas as primeiras restrições, os fumantes tinham que fumar “lá fora”. Hoje, em muitos lugares, os fumantes tem que fumar “lá dentro”, em minúsculas salas destinadas aos praticantes do tabagismo.

Passei por essa experiência um número grande de vezes em aeroportos. Ficar restrito a uma salinha pequena, às vezes mal refrigerada, superlotada de fumantes, trouxe sensações nada agradáveis para mim.

O fumo é consumido há muito tempo e em todos os cantos do mundo. Antigamente fumava-se em praticamente todos os locais. Eu mesmo já fumei em restaurantes, dentro de ônibus, em aviões, em lojas e em inúmeros locais públicos.

Hoje, não se fuma em locais públicos e em meios de transporte. As áreas de fumantes são definidas e salas especiais para fumantes são criadas.

O cerco se fecha. A sociedade não adota a postura de proibir a produção e a comercialização do fumo, mas as restrições vão aumentando a cada dia. Como serão essas restrições no futuro?
Fazendo-se um exercício de imaginação, poderíamos vislumbrar algumas restrições que parecem lógicas e previsíveis:

O custo de um maço de cigarros passaria a ser muito maior, fazendo com que uma pessoa que fume um maço por dia passe a gastar, mensalmente, pelo menos, um salário mínimo para manter seu vício.
As doenças associadas ao consumo do fumo não seriam cobertas pelos planos de saúde, no caso do paciente ser fumante.
Seria terminantemente coibido o consumo do fumo na presença de menores, mesmo que em suas residências. O uso de tabaco nessas condições seria considerado pelo Estatuto do Menor como semelhante a maus tratos e agressões.
A compra de cigarros só seria feita com a apresentação de cartão de controle. Todo fumante seria, assim, cadastrado e controlado pelo sistema de saúde pública.

Poderíamos imaginar muitas outras restrições, mas o meu objetivo aqui é apenas levar o leitor à reflexão.

A sociedade está assumindo que o fumo faz muito mal à saúde e aos poucos vai cerceando aos fumantes o direito de fumar. Com isso são também adotadas posturas de proteção aos não fumantes, que são, em certos casos, fumantes passivos.

E você, fumante? Como se sente sendo, a cada dia, marginalizado devido ao hábito de fumar?
Fumar é uma escolha e deixar de fumar também. Embora difícil para a maioria, deixar de fumar pode ser mais fácil se for feita com atenção, cuidado e seguindo um método.

Sair do “status” de fumante e sentir-se dono da vasta área de não fumantes pode ser possível. Este livro visa a ajudar quem deseja isso.

Não se limite a estar somente na área de fumantes, mas situe-se também dentro da área das possibilidades, da esperança, do conhecimento e da experiência de muitos para ajudá-lo a se livrar de uma coisa que você quer: do cigarro.

Siga em frente. Visite todos os capítulos deste livro, tire o melhor proveito dele e, no final, transforme-se no verdadeiro senhor de sua vida.

Um dos grandes paradoxos do tabagismo é que, quando a pessoa fuma, ela questiona intimamente sobre o que está fazendo e manifesta o desejo de fumar menos ou até de parar de fumar. Mas basta ficar sem cigarros ou impedida de fumar e os “valores indevidos” aparecem.

Adquira o livro e receba muito mais.

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